Termografia

Nos últimos anos a termografia infravermelha tem se tornado uma técnica popular para determinar a temperatura da pele humana durante o exercício. Previamente usada pela engenharia, a termografia se tornou uma importante ferramenta de avaliação na fisioterapia esportiva.

Apesar da recente aplicação na fisioterapia esportiva e de discussões na literatura com relação à aspectos metodológicos, as informações sobre a temperatura da pele no treino esportivo é endossado por pesquisadores. Sabe – se, por exemplo, que altas temperaturas da pele reduzem o gradiente de temperatura entre a pele e o centro, limitando a transferência de calor e produzindo um efeito negativo no desempenho aeróbico (Quesada et AL 2017), sendo importante detectar essas alterações.

A termografia é um exame funcional cujas câmeras são capazes de captar taxas de radiação infravermelha do espectro eletromagnético convertendo em temperatura ou distribuição térmica, chamados termogramas. Este exame então provê imagens visuais de medidas de temperatura da pele corporal (Arfaoui ate AL 2012), mas permite comparação de variação de temperatura de diferentes áreas.

O uso da termografia para avaliar a temperatura da pele humana tem algumas vantagens e limitações, o que deve ser considerado ao fazer inferências e análises de dados. Algumas limitações são: o alto custo das câmeras de melhor definição das imagens, necessidade de treino do avaliador para evitar erro de medida, necessidade de controle de variáveis e limitações do software de análise dos dados com relação a especificidade humana (Quesada et al 2017). Porém, o método apresenta – se como uma possibilidade de avaliação não invasiva, sem prejuízo nas atividades e desempenho dos atletas e que nos permite inferir sobre a probabilidade e nível de algumas lesões sendo muito útil na prevenção, atendimento e intervenções imediatas no atleta.



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